quinta-feira, 30 de abril de 2009

Como Ter o Corpo Definido

Como Ter o Corpo Definido

Embora dicionarizada significando o belo e o conceito de estética muda de tempos em tempos conforme o apelo social. Um bom exemplo são as fotos de capas das revistas femininas mais antigas do tipo "Boa Forma" que ao longo dos anos vem mudando. As modelos de hoje são magras, sem as indesejáveis gordurinhas nos quadris, com os músculos aparentes, proporcionalmente bem distribuídos e sem exagero. Ou seja, corpos simétricos, uma qualidade não observada em algumas épocas onde uma parte do corpo era mais atraente.

Embora os glúteos na mulher ainda seja alvo de admiração, hoje em dia tem-se a preocupação com o conjunto das pernas. O conceito de corpo perfeito, na verdade, cada um idealiza a seu modo e preferência pessoal variando conforme o país, o estado e até mesmo de bairro para bairro, renda e classe social. O ideal de corpo de uma garota zona sul pode ser diferente das mulheres que moram na periferia ou no interior, mesmo porque o modelo propagado é inacessível para a maioria das mulheres. Da mesma forma o corpo masculino segue uma tendência de época. Os campeões de fisiculturismo do passado mais pareciam uma rã com o tórax extremamente desenvolvido e as pernas finas. Hoje, embora já haja uma preocupação com as pernas, ainda assim o peitoral é o grupo muscular alvo dos freqüentadores de salas de musculação.

Mas qual seria a visão do conceito de saúde nessa questão? Podemos dizer que a palavra chave seria o equilíbrio. Nem muito nem tão pouco ou podemos falar em simetria. A prática de exercícios físicos seguindo certos apelos sociais ou preferência pessoal, pode por vezes levar a um desequilíbrio muscular e por conseqüência direta a uma lesão. As mulheres por exemplo, que enfatizam o trabalho de glúteo, podem não prestar atenção ao trabalho dos grupos musculares antagonistas responsáveis pela estabilidade e sincronismo entre a coluna, pelve e quadril. A articulação do quadril (coxofemural), possui grande liberdade e amplitude de movimentos suportando o esqueleto e toda a parte superior do corpo além, de servir de linha de transmissão de forças entre a pelve e as extremidades inferiores. Se há um excesso de trabalho para os glúteos a coluna lombar pode "pagar o pato" por conta de uma diferença de força entre os glúteos e os flexores de quadril. Quando esses músculos não têm uma boa flexibilidade, o exercício de quatro apoios costuma não ser bem executado provocando uma hiperlordose lombar.
Entre os homens na sala de musculação não é diferente. Como a maioria prioriza os músculos aparentes, tais como os peitorais, grande dorsal, bíceps e tríceps, não é difícil vermos pessoas com lesões em músculos sinergistas e auxiliares e que participam dos exercícios destinados aos grupos citados.

Dores no ombro associado à síndrome do impacto, no braquiorradial são apenas dois exemplos de assimetria. No primeiro caso, a falta de exercícios adequados ao grupo manguito rotator pode gerar o problema. O segundo caso é, de certa forma comum ás pessoas que exageram nos exercícios da rosca bíceps esquecendo de fortalecer o braquiorradial com flexão e extensão radioulnar. Não é difícil vermos praticantes de musculação assumindo posição cifótica (corcunda) por conta de excesso de exercício para o peitoral. Alguns chegam ao absurdo de até forçarem mais ainda essa curvatura na intenção de manter o peitoral contraído e, "supostamente" grande. Essa postura costuma ao mesmo tempo encurtar a musculatura lombar levando à hiperlordose. Não menos problemáticas são as modalidades esportivas que forçosamente priorizam determinados movimentos repetitivos. A corrida de longa distância por exemplo pode gerar problemas de joelho por conta de diferença de força entre os músculos vasto medial e lateral. Determinadas contusões são inerentes a esporte específico tais como cotovelo de tenista (tennis elbow), dores no ombro de nadadores e voleibolistas, lombalgias de ciclistas e etc.

Mais uma vez podemos chegar à conclusão que, em primeiro lugar, nenhuma atividade física é completa por si só, nem a natação como exaltam por aí. Toda modalidade esportiva exige uma preparação física complementar para corrigir e ou fortalecer grupos musculares antagônicos aos movimentos primários. Quem faz exercício físico visando a estética também não deve se prender a uma única atividade achando ser a melhor do mundo. Nesse sentido cada vez mais a musculação e a ginástica localizada vão se tornando mais importantes para atender a esse objetivo assim como o treinamento individualizado (Personal Trainer). A prescrição de cada exercício leva em conta a conjugação da correção das assimetrias com o objetivo do cliente. Para isso o profissional de Educação Física precisa ter conhecimento, estar sempre se atualizando, ser habilitado pelo seu respectivo Conselho Regional e ter bom senso.
Sem nenhuma fórmula mágica você pode ter um abdômen definido, e acabar com aqueles pneuzinhos que tanto te incomodam é só seguir a risca as dicas para ter uma barriga de tanquinho.

Portanto, prepare-se para conhecer os segredos para ter um abdômen invejável!
1. Comer e beber ao mesmo tempo
O consumo de qualquer líquido durante a refeição provoca a dilatação do abdômen, provocando um leve aumento de peso e aquela barriguinha indesejada.
Dica: Segundo Sâmara, o ideal é beber uma hora antes ou depois de comer. Outra dica é, ao invés de beber um copo de suco, comer uma fruta, como um pedaço de melancia ou de laranja, após a refeição.
2. Postura
Um dos principais fatores que auxiliam no aparecimento do pneuzinho é a má postura. Bumbum relaxado, quadril e ombros curvados para frente deixam a barriga frouxa.
Dica: Prestar atenção na postura e no posicionamento da coluna é fundamental. "Deve-se ficar atento para manter sempre o peito estufado e o abdômen contraído", explica Sâmara.
3. Membros inferiores
Ficar muito tempo sentado acaba sendo outro vilão para quem busca a barriga sarada. Como essa posição não trabalha a parte inferior do corpo, deixa também o abdômen relaxado.
Dica: A professora aconselha levantar de uma em uma hora para movimentar as pernas e, sempre que possível, manter o abdômen contraído.
4. Problemas de estrutura óssea
Alguns fatores, como desvios de coluna, quadril largo e ombros pequenos, e até problemas hereditários também podem propiciar o aparecimento da barriguinha extra.
Dica: Nesses casos, Sâmara afirma que deve ser feito um tratamento com um especialista que fará as indicações adequadas. Fisioterapia e RPG, em geral, solucionam o problema.
5. Abdominal
Não adianta perder um tempão suando a camisa e fazendo centenas de abdominais que, só com esse exercício, você não conseguirá o tão sonhado tanquinho.
Dica: "O segredo é mesclar atividades aeróbias, que facilitam a perda de gordura, com os abdominais, que fortalecem os músculos", ressalta a professora. Quando a meta é um abdômen definido, ela afirma ainda que os exercícios feitos em pé, como a caminhada e a corrida (ao ar livre ou na esteira), têm um efeito melhor do que as atividades feitas sentado.
6. Tempo de atividade
Fazer exercícios físicos todos os dias por um período muito longo não vai trazer os resultados esperados mais rapidamente.
Dica: Se praticar as atividades diariamente, exercite-se durante 20 minutos. Mas cuidado com as aulas de abdominais. "O abdominal precisa ser intercalado, ou seja, pratique um dia e descanse outro", afirma Sâmara. Nesse ritmo, a professora estima que o resultado estético apareça no terceiro mês das atividades.

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